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03/06/2026 17:30:21

Obras do Parque Dom Pedro II devem começar apenas em 2028.


Em entrevista ao DC, o secretário de Desestatização e Parcerias da cidade de São Paulo, Luiz Fernando Machado, detalhou o cronograma da Parceria Público-Privada (PPP) que deve ter a ordem de serviço assinada nos próximos 40 dias.
http://dcomercio.com.br/publicacao/s/obras-do-parque-dom-pedro-ii-devem-comecar-apenas-em-2028
 
 
Como parte do projeto de revitalização da região central de São Paulo, a Prefeitura da capital assinou no mês de fevereiro o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do novo Parque Dom Pedro II, que deverá ter suas obras iniciadas em 24 meses. Com investimentos de R$ 717 milhões, o projeto terá nove fases e a concessão será de 30 anos, envolvendo uma área de 337 mil metros quadrados.
 
A PPP engloba os terminais de ônibus e metrô, praças, a avenida dos Estados e outras vias de grande circulação de veículos e prevê a construção de um novo Terminal Intermodal, que substituirá as atuais estruturas do Parque Dom Pedro II e do Terminal Mercado. Em entrevista ao Diário do Comércio, o secretário de Desestatização e Parcerias, Luiz Fernando Machado, falou sobre a expectativa em torno do cronograma.
 
De acordo com o secretário, embora a ordem de serviço deva ser assinada nos próximos 40 dias, os primeiros canteiros de obras só devem ser vistos na região daqui a dois anos. A previsão é que, após esse período, a obra tenha duração de até cinco anos. O prazo de dois anos é justificado pela complexidade técnica e burocrática do projeto e será dedicado ao planejamento e licenciamento, segundo Machado. 
 
"O licenciamento demanda uma integração profunda do sistema viário em uma região muito adensada e demandada e essas intervenções prometem mudar a dinâmica da cidade para as próximas três décadas", explicou o secretário.
 
A Prefeitura deve pagar cerca de R$ 435 milhões pelo projeto. A concessionária receberá R$ 47 milhões no início da obra e mais cinco parcelas anuais, entre R$ 60 milhões e R$ 85 milhões, até o fim da obra.
 
De acordo com o secretário, o projeto do Parque Dom Pedro não é visto pela Prefeitura como uma obra isolada, mas como parte de um "mosaico" de qualificação do Centro, que inclui a nova sede do Governo do Estado, a concessão do Mercado Municipal e a reforma da Esplanada da Liberdade.
 
"Se tivermos uma vista aérea, percebemos uma nova dinâmica. Isoladamente, os projetos têm um conceito, mas, no conjunto, a transformação é completa."
 
O projeto inclui a substituição dos terminais Parque Dom Pedro II e Mercado, além da demolição de estruturas, como o Viaduto Antônio Nakashima. Questionado sobre o impacto no trânsito durante as demolições, o secretário enfatizou que o planejamento de dois anos serve justamente para criar alternativas.
 
A conexão com a futura sede administrativa do Governo Estadual também está no radar, ele aponta. Embora sejam eixos distintos, o secretário diz que haverá um plano de trabalho conjunto para evitar um possível caos logístico simultâneo, integrando sistemas de mobilidade e áreas comerciais.
 
Sem ainda saber dizer qual será a alternativa exata, o secretário aponta que as obras serão faseadas em nove lotes para garantir o menor impacto possível e que uma nova demolição só ocorrerá quando a fase anterior já tiver encontrado solução para o fluxo viário.
 
Além da infraestrutura, Machado destacou que o projeto busca a ativação da nova área. São previstos 100 mil metros quadrados de novas áreas verdes, com espaços para cultura, eventos, esportes, áreas comerciais, segurança e iluminação reforçadas. Também citou que o projeto deve potencializar o turismo local ao integrar fisicamente o Mercado Municipal, o Museu Catavento, o polo de compras da 25 de Março e o futuro Sesc Parque Dom Pedro.
 
Sobre a população em situação de rua na região, o secretário afastou o rótulo de "projeto higienista", defendendo que a ativação do comércio e a presença de assistência social são as melhores ferramentas para a revitalização e segurança do espaço.
 
Quanto a possíveis surpresas arqueológicas — comuns em obras no Centro — a gestão acredita que o cenário será menos complexo que o do Triângulo Histórico, mas garante que qualquer elemento encontrado será analisado conforme a legislação.


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